
ERECHIM (RS) – A sede da Cooperativa Nossa Terra, em Erechim, tornou-se o centro de um diálogo transformador na última quinta-feira (05/02). Em uma iniciativa conjunta com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a União Nacional Indígena das Comunidades Ameríndias (UNICA), a cooperativa recebeu lideranças Kaingang da Terra Indígena Serrinha, agricultores familiares e autoridades de Três Palmeiras para traçar novos caminhos na transição agroalimentar da região.
O encontro, que faz parte das ações do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar (PLANAB/RS), reforçou o papel da Nossa Terra como referência nacional em comercialização justa e organização produtiva. Para a cooperativa, o intercâmbio não foi apenas uma visita técnica, mas o início de uma potencial parceria para integrar produtos da agricultura familiar e indígena em canais de mercado diferenciados.
O Mel como Elo entre a Floresta e o Mercado
Um dos grandes destaques da programação foi o setor de apicultura da Nossa Terra. Com processos de qualidade que atingem padrões internacionais de exportação, a estrutura da cooperativa foi apresentada como o modelo ideal para os territórios indígenas. Como as aldeias possuem vastas áreas de flora nativa preservada, a apicultura surge como a via mais promissora para gerar renda mantendo a floresta em pé.
“Nosso propósito é demonstrar que o trabalho desenvolvido pela Nossa Terra em nível nacional pode abrir portas reais para os agricultores familiares e comunidades indígenas”, afirmou o presidente Gaiardo durante a recepção.
Sinergia Institucional
A comitiva contou com a presença dos coordenadores do projeto PLANAB/RS na UFFS, os professores Dr. Valdecir José Zonin e Dr. Márcio Freitas Eduardo, além do vice-prefeito de Três Palmeiras, Roberto Ferreira da Luz (Beto), e técnicos da EMATER.
Para Adelmir Gaiardo, presidente da Nossa Terra, receber esse grupo reafirma o compromisso social da cooperativa: “Estamos construindo um sistema alternativo de produção que prioriza quem está no campo. Dialogar com o público indígena é respeitar a tradição e oferecer as ferramentas do cooperativismo para que eles tenham autonomia econômica”.
O evento encerrou-se com uma visita às instalações do Centro Comercial da cooperativa, onde os visitantes puderam ver, na prática, o resultado final de uma cadeia produtiva organizada e solidária.




