Reunião promovida pela Prefeitura e pelo Sebrae reuniu cerealistas, corretores e poder público para discutir a criação de uma entidade que vai conduzir o processo

Prudentópolis, no Paraná, é conhecida como a capital nacional do feijão preto. Agora o município começou a discutir o reconhecimento oficial da origem do seu Feijão Preto. No dia 13 de outubro, a Prefeitura e o Sebrae promoveram a apresentação da proposta de Indicação Geográfica (IG) do produto, na sede do Executivo municipal.
A Indicação Geográfica é um registro de propriedade industrial concedido pelo INPI. Ela reconhece produtos cuja qualidade, reputação ou característica estão ligadas ao lugar onde são produzidos. Para o produtor, o selo diferencia o feijão no mercado e protege o nome da região contra o uso indevido.
O principal encaminhamento da reunião foi a criação de uma associação ou cooperativa em Prudentópolis, que vai ficar responsável pelo processo da IG. A organização será conduzida pelo Sebrae, pela indústria e pelos cerealistas locais. Esse é o caminho exigido para o registro, porque o pedido precisa partir de uma entidade que represente quem produz na região.
Participaram do encontro o prefeito Adelmo Luiz Klosowski, o secretário de Agricultura Claudinei Belo, representantes do Sebrae, as cerealistas Baldissera e Mazon, de Prudentópolis, e corretores de feijão do município. A Cooperativa Nossa Terra, que tem unidade na cidade, foi representada pela analista administrativa Maria Ivone Maiczuk.
“O feijão de Prudentópolis tem nome construído pelo trabalho de muitas famílias. Uma Indicação Geográfica transforma essa reputação em reconhecimento oficial, e acompanhar essa construção de perto faz parte do nosso compromisso com a produção da região”, afirma o presidente da Nossa Terra, Adelmir Gaiardo.
