Encontro no Centro Comercial da cooperativa apresentou os resultados do ciclo 2025/2026, que reuniu 212 famílias fornecedoras e alcançou mais de 4.500 famílias por meio das entidades atendidas. Na mesma tarde, foram anunciados dois novos projetos que somam mais de R$ 2,4 milhões.

Na tarde de sexta-feira, 21 de agosto de 2026, a Cooperativa Nossa Terra apresentou, no seu Centro Comercial, a prestação de contas dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, executados em parceria com a Conab. No ciclo 2025/2026, os contratos ultrapassaram R$ 12 milhões. Participaram 212 famílias associadas como fornecedoras, e o alimento chegou a mais de 4.500 famílias por meio das entidades atendidas.
Escala exige organização
Um contrato público de alimentos não se cumpre com boa intenção. Ele exige programação de entrega, controle de origem, registro de cada remessa e prestação de contas ao órgão contratante. Quando isso se multiplica por 212 famílias fornecedoras, cada uma com sua propriedade, sua produção e seu calendário, a tarefa deixa de ser individual e passa a ser de gestão.
É esse trabalho que a cooperativa faz entre o agricultor e o poder público. O valor executado dá a dimensão da operação: mais de R$ 12 milhões em contratos em um único ciclo.
Cada elo tem uma função
O desenho do programa é simples de descrever e trabalhoso de operar. O agricultor familiar produz. A cooperativa organiza os produtores, a produção e as entregas. A Conab operacionaliza o programa. No fim da linha, entidades e famílias recebem o alimento.
A cooperativa ocupa o meio dessa cadeia, que é onde a operação costuma travar. É ali que se compatibiliza o que a agricultura familiar tem para entregar com o que um contrato público exige em prazo, padrão e documentação. Sem essa camada de organização, o produtor sozinho dificilmente acessa o programa nessa escala.
“O trabalho começa muito antes da entrega. É preciso conversar com cada família, organizar o que vai ser produzido e ajustar isso ao que o contrato pede. Quando o alimento sai da propriedade, boa parte da tarefa já foi feita no campo, com o produtor”, afirma Bernardo Arsego, Diretor Agropecuário da Cooperativa Nossa Terra.
Dois novos projetos anunciados
No mesmo encontro, a cooperativa anunciou dois novos projetos do PAA.
O primeiro teve indicação direta de recursos junto à Conab e contou com a presença da Deputada Federal Daiana Santos, que participou do anúncio. Mais de R$ 1,5 milhão já está contratado, o cronograma de entrega está definido e a organização das distribuições começa de imediato.
O segundo projeto é de R$ 900 mil, com previsão de 90 famílias associadas como fornecedoras. A organização começa nos próximos dias.
Somados, os dois projetos passam de R$ 2,4 milhões.
A Nossa Terra reúne 1.250 famílias associadas e opera quatro unidades. Em 2026, a cooperativa celebra o Jubileu de 25 anos.
“São 25 anos organizando a produção das famílias associadas. O que apresentamos aqui é o resultado desse trabalho aplicado a uma política pública, com o alimento saindo das propriedades e chegando a quem precisa. É o tipo de operação que só se sustenta com organização e com prestação de contas”, diz o presidente Adelmir Gaiardo.
Os números do ciclo 2025/2026 do PAA, apresentados na sexta-feira, descrevem parte do que essa estrutura entrega: 212 famílias fornecedoras, mais de R$ 12 milhões em contratos e mais de 4.500 famílias alcançadas por meio das entidades atendidas.




